terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Detona Ralph é legal, mas a princesa está em outro castelo.

O filme mais esperado de 2012 pelos gamers certamente foi Detona Ralph. Mesmo sabendo que o foco do filme é o público infantil, muito marmanjo (eu) não via a hora de "levar" o sobrinho no cinema. E a diversão do sobrinho está garantida já a dos tios pode minguar a partir da segunda metade do filme.

O longa conta a história do personagem título (John CReilly no original e Tiago Abravanel no nacional), que depois de 30 anos sendo o vilão do jogo Conserta Felix Jr., simplesmente cansa de ser odiado, temido e, literalmente, jogado na lama. 
Mesmo o grupo de ajuda a vilões (uma das cenas mais legais do filme) não fazem Ralph recuperar sua motivação. Ao descobrir que nem para a festa de 30 anos do jogo ele foi convidado, ele decide que a única maneira de ser reconhecido como o herói do seu jogo, Felix jr. (JackMcBrayer/Rafael Cortez) é conseguir uma medalha. 
Sua jornada em busca da medalha deveria se tornar uma jornada em busca de autoconhecimento. Mas é aí que surge, literalmente, o glitch no roteiro. Em sua busca, Ralph vai parar dentro de Sugar Rush, um jogo go-kart para garotas, onde conhece Vanellope (SarahSilverman/Marimoon) que é um glitch, uma personagem "bugada" do jogo de corrida e que por isso é excluída pelos outros personagens e proibida de participar na competição.
Apesar das diferenças iniciais entre Vanellope e Ralph, ambos se identificam por serem párias em busca de reconhecimento. Ralph então decide ajudá-la e assim, acaba descobrindo seu valor.
O longa é divertido, mas está longe do que os trailers prometiam. Na primeira metade do filme há tantas referências e participações que muitas provavelmente passam batido ao assistir a primeira vez. Já na segunda metade o enredo gira somente em torno de Sugar Rush, Vanellope e Ralph.
É uma pena que se tenha tantos personagens queridos dos gamers reduzidos a meras aparições. Outro problema é que eu sempre preferi assistir desenhos infantis dublado, tanto que até hoje nunca assisti Toy Story, Tarzan, Rei Leão e muitos outros com o som original. Mas, escolher dubladores pela popularidade (e não me refiro a Tiago Abravanel que faz um trabalho razoável) em vez do talento, é um tiro no pé. É o famoso "pra molecada,  bom." 
Ainda sobre o enredo, muita comparação é feita com Toy Story, pelo fato de que John Lasseter, criador de Woody e cia., é produtor do filme. Mas se o longa de estréia da Pixar fazia juz ao nome "História de Brinquedo", o enredo de Detona Ralph poderia se passar em qualquer ambientação. É um conto de fadas que não depende essencialmente em nada de elementos dos games para funcionar. Mas o longa não é de todo mal, existem boas piadas e referências a games e mais protagonistas femininas do que em muitos jogos. Só não entendi uma referência: Qual é o lance com o product placement descarado de Diet Pepsi, Menthos, Subway e Oreo? Se além de propaganda a idéia era fazer alguma piada, faria mais sentido ter ido de Doritos e Mountain Dew.


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