quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Resident Evil 5: Retribuição


Mal agradecido!

Alice "Dominatrix"
Eu nunca gostei dos filmes de Resident Evil, aliás nunca vi uma adaptação cinematográfica de game satisfatória. A única que considero razoável é Hitman: Assassino 47, e a "menos pior", (toma gramática!) Silent Hill. Outra coisa que eu também não gosto são clones.
Como fã de quadrinhos, sei que nunca dá certo mexer com isso (os fãs de homem aranha que o digam). Mas eu juro que sempre procuro manter minha mente aberta, tanto que até assisti Resident Evil 4: Recomeço antes de partir para o Resident Evil: 5 Retribuição. A história começa imediatamente após os eventos mostrados no final do 4º filme, com direito a um "intensivão" narrado por Alice, explicando a estória até aqui afinal, filmes pipoca não podem ser complicados.
Mas a coisa complica mesmo assim:

Ada quase mostrou a Bingbing Li aqui
Alice é mantida prisioneira por Jill Valentine (Sienna Guillory) que, depois de uma lavagem cerebral, trabalha para a Umbrella. Ela consegue escapar com a ajuda de Ada Wong (Bingbing Li), que trabalha para Wesker (Shawn Roberts), agora do lado dos mocinhos e que quer a ajuda de Alice para destruir Red Queen, a inteligência artificial em forma de garotinha do primeiro filme, que passou a controlar o que restou da Umbrella e quer destruir toda a vida na Terra.

Tudo ok até aqui? continuando...

Leon Kennedy
Wesker também reuniu um grupo de mercenários para ajudar Alice na missão: Luther West (Boris Kodjoe), Leon Kennedy, interpretado por Johann Urb (que mais parece interpretado por Evan Stone), e Barry Burton (Kevin Durand).
Eu devo ter cochilado ou fui abduzido durante o filme pois não me lembro de haver uma explicação quanto ao paradeiro dos irmãos Redfied, Chris (Wentworth Miller) e Claire (Ali Larter), de como Alice vai parar na instalação submarina, de como Jill Valentine, uma personagem que apareceu na franquia pela última vez a 5 anos atrás, passou para o lado da Umbrella, de como Wesker sobreviveu ao 4º filme ou de como Luther rastejou pra fora do cano e se tornou um mercenário.
Eu juro que tento, mas tem que ser muito "pouco exigente" para aturar um enredo tão cheio de buracos, preguiçoso e que reduz Leon e Barry a mercenários capangas do Wesker! Isso é algo que só pode sair da mente de Paul W.S. Anderson, um cara que nunca jogou Resident Evil (O cara mira pior que a minha finada avó e deu uma entrevista ao Judão onde fala que Resident Evil 4 se passa no deserto).
Já que na escala de megalomania de Paul W.S. Anderson, o mundo já "acabou" faz dois filmes (no terceiro, lembra?) a solução para trazer de volta os ambientes urbanos foi inventar que essa instalação onde Alice acorda é uma espécie de sala de perigo gigante da Umbrella, que gera simulações de ambientes reais, como Moscow, Tóquio e "por que não?" Racoon City. Nesses ambientes são conduzidos testes com clones, a desculpa necessária para trazer de volta Rain (Michelle Rodriguez), e mais um monte de defunto, como Carlos Oliveira (Oded Fehr, que entra mudo e sai calado) e One, o brother que virou picadinho no primeiro filme (Colin Salmon, outro que ganhou dinheiro fácil).
Alice MILF
Além dos funestos funcionários da Umbrella, voltam também o porrilhão de clones de Alice. E sempre que vejo esses clones, penso se o único intuito de Paul W.S. Anderson ao realizar esses filmes é criar uma ode ao fetiche pela sua esposa. Uma espécie de versão bombada e cinematográfica de Jet'aime... moi non plus onde sua esposa brinca com vários fetiches: femêa alfa, vestidos vermelhos, armas de fogo, botas de couro, roupa preta colada, Katana e agora, MILF... Mas os clones não estão só aí, o roteiro também é um clone de todos os filmes anteriores. Você tem clones, inteligência artificial, Michelle Rodriguez como vilã... Até a luta contra o Axeman é repetida, em uma versão bem pior que a do 4º filme, demonstrando que, sendo você fã ou não, a franquia começa a se esgotar.
Se vale de alguma coisa, até tive a impressão que essas simulações de ambientes foram uma tentativa de trazer a dinâmica de fases de video game para o cinema. A intenção é boa, mas o inferno está cheio delas então...
Alice Sexy... 
Peraí, essa cena é do 1? Ou do 2? Ou do 3?...
Se você não gosta mas, por alguma curiosidade mórbida, decidir assistir Resident Evil: Retribuição não espere nada diferente do que já está acostumado. E se você gosta, também: não espere nada novo. nem uma grande participação dos personagens que voltam dos filmes anteriores (com exceção de Rain/Michelle Rodriguez). Ao menos, eles têm mais tempo de tela que Leon e Barry, reduzidos a meros coadjuvantes.

P.S. confira também minhas primeiras impressões sobre a demo de Resident Evil 6