sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Review - The Last of Us


The Last of Us nasceu cercado de expectativa. Além do currículo da produtora Naughty Dog, responsável por Jak & Daxter, Crash Bandicoot e Uncharted, os trailers do game já conseguiam transmitir a tensão e densidade dos personagens. Segue então meu diário perdido de sobrevivente no mundo pós-pandêmico.


20/06 Primeiras impressões
Os primeiros minutos do jogo já me fizeram sentir que foi um dinheiro bem gasto, é uma das melhores introduções de game que eu já ví. Com certeza a mais envolvente.

20/06 Áudio
Por alguns minutos eu não percebi que estava vendo um jogo dublado em português, tanta era a minha imersão. Apesar da boa qualidade da dublagem, o som de alguns diálogos são praticamente inaudíveis, o que me obrigou a ligar as legendas. Talvez seja a configuração de áudio correta. Ainda estou procurando.

21/06 Visual
Os gráficos continuam a me surpreender: Efeitos de partículas, iluminação, resolução das texturas... Não me lembro de ter visto tal qualidade nessa geração. O nível de anti-aliasing é impressionante. Depois de um par de horas jogando no "Difícil", empaquei e tive que baixar para "Normal". Fiquei surpreso com a fartura de itens desse nível de dificuldade. É uma boa alternativa para quem está mais interessado no enredo do que na tensão da experiência survival. O menu do jogo é acessado em tempo real e o sistema de montagem de armas e equipamentos funciona muito bem.

22/06 Jogabilidade
Até agora os controles não falharam em nenhum momento. O sistema de cobertura sem a necessidade de um botão funciona impressionantemente bem, mais fluído até que em Tomb Raider. A propósito, com as legendas e indicações de comandos desligados, esse é o hud mais subjetivo que eu já ví: A tela fica quase totalmente limpa mas funciona perfeitamente.

23/06 Tom do jogo
Apesar de desenvolvido pela mesma Naughty Dog de Uncharted, ambos os títulos tem muito pouco em comum além da qualidade gráfica e das expressões faciais. The Last of Us não é o mais original dos survivals, mas sem sombra de dúvida é o mais polido. O jogo é bem equilibrado com um pouco de cada elemento que tornam um jogo de aventura/survival divertido. Tem puzzles, exploração de cenários, colecionáveis e lutas corporais. Mas Joel está longe de ser capaz das proezas heróicas de Nathan. Ao contrário de Uncharted, aqui lutas mano a mano com vários inimigos significam morte certa. A furtividade sempre é a melhor opção.

24/06 Level Design
Os cenários continuam me impressionando. Há uma beleza mórbida, uma justiça poética ao observar os prédios, carros, casas... todas as construções humanas que uma vez foram símbolo da hegemonia do homem, tomados de volta pela natureza. O visual inevitavelmente remete ao filme Eu sou a Lenda ( I am Legend) ou a série de documentários O mundo sem ninguém.(Life after people). Apesar de dividido em áreas, o level design dos cenários permite uma exploração além do caminho pré-estabelecido até a saída, que pode render suprimentos ou encontros indesejados.

25/06 Diálogos
É muito legal que os colecionáveis façam parte do universo do jogo. Aqui, são quadrinhos para Ellie ler. Isso realmente motiva a querer colecionar todos. A relação entre os personagens e os diálogos se tornam cada vez mais viscerais, lembram muito os quadrinhos de The Walking Dead. A técnica usada para capturar as expressões faciais dos atores é uma parte fundamental disso, beiram a perfeição.

26/06 Easter Egg
Falando em The Walking Dead, a casa da Clementine! Da hora!

27/06 Multiplayer
O multiplayer é interessante, tem um ritmo diferente. E prepare-se para entender o sentido da palavra tensão quando for o último membro vivo da sua equipe. Mas a rapidez com que as partidas ocorrem e tamanho do cenário fazem com que elas se tornem enjoativas rapidamente.

28/06 Fim da Jornada
Apesar de cenários amplos o suficientes para permitir caminhos alternativos, a Naughty Dog optou pela linearidade. Isso e a falta de escolhas morais ao longo do enredo são os pontos fracos de The Last of Us. Eu abriria mão fácil do Multiplayer, em troca de rotas e escolhas alternativas para ampliar a experiência Single Player. Isso porém nem de longe torna o jogo menos obrigatório. O jogo continua sendo um marco na narrativa e construção de personagem e não é exagero afirmar que a sua influência vai ditar a qualidade de narrativa e diálogos. Eu pelo menos terei sérios problemas em baixar o padrão daqui pra frente.

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