A primeira vez que me interessei pelo universo expandido de Halo foi quando joguei o 3º jogo da franquia e não entendi nada porque tinha jogado muito pouco dos jogos anteriores. Mas esse sempre foi um problema na franquia: apesar de possuir um universo rico, os jogos nunca cederam espaço (nem mesmo em forma de texto) para desenvolver o pano de fundo do enredo ou recapitular o que aconteceu anteriormente nos jogos. O papel de doutrinar os novatos e preencher as lacunas da estória para os veteranos sempre coube aos quadrinhos, livros, animações e campanhas publicitárias do jogo. É aí que Halo 4: Forward unto Dawn entra.
Servindo de prelúdio para o próximo jogo da franquia a Webserie será dividida em 5 episódios lançados toda sexta na internet.
Nesse primeiro episódio, somos apresentados ao cadete Thomas Lasky, da Academia Corbulo de ciências militares. Thomas tem um certo problema em seguir ordens, vive sob a sombra do legado militar de uma mãe ausente e do passado militar do irmão.
Apesar do intuito ser apresentar os não iniciados no universo de Halo, somente os que já estão familiarizados com o universo expandido irão perceber que a estória se passa antes da invasão covenant, durante a guerra civil das colônias. Isso é perceptível quando é citado que eles estão treinando para encarar os “insurgentes” ou “rebeldes”. Um fato que passa despercebido para quem não conhece a estória.
Outro resultado questionável é a tentativa de humanizar o protagonista e aproximá-lo do público. As incertezas e inseguranças do cadete quanto ao seu papel na academia ganha ares de serie dramática teen devido a um elenco de atores muito jovens e inexperientes, que não conseguem convencer como militares.
Apesar das tropeçadas acima, a qualidade da produção é muito boa e segue os passos de seus precursores, as campanhas virais iniciadas com o lançamento de HALO 3. É louvável o esforço em criar uma ambientação futurística calcada no realismo sem todo o orçamento de uma superprodução hollywoodiana.A sensação é a de que Battlestar Galactica encontrou Starship Troopers. Com a diferença que os jovens da companhia Roughneck de Paul Verhoeven, eram mais convincentes.
Alias, a influência de Battlestar Galactica não é exclusividade da websérie e pode ser percebida em todo o universo do jogo principalmente pelo fato de que ambas lidam com heróis humanizados e o drama dos humanos lutando para evitar a sua própria extinção.
A paleta de cores apagadas reflete esse tom lúgubre e solene, presente também nos virais das campanhas de ODST e Remember Reach e que caem muito bem nesse primeiro episódio todo ambientado na academia.
Ainda assim, o que eu gostaria de ver nas cenas de ação (quando elas surgirem) é a mesma câmera documental de Neil Bloomkamp, cujo trabalho em HALO 3: Landfall e Distrito 9 deixaram os fãs eternamente viúvos do que seria um filme de HALO dirigido por ele. Mas é que o próximo episódio seja um pouco mais agitado e desperte o interesse do público não familiarizado com a franquia porque, por enquanto, vale a boa e velha máxima “indicado para fãs”.
Servindo de prelúdio para o próximo jogo da franquia a Webserie será dividida em 5 episódios lançados toda sexta na internet.
Nesse primeiro episódio, somos apresentados ao cadete Thomas Lasky, da Academia Corbulo de ciências militares. Thomas tem um certo problema em seguir ordens, vive sob a sombra do legado militar de uma mãe ausente e do passado militar do irmão.
Apesar do intuito ser apresentar os não iniciados no universo de Halo, somente os que já estão familiarizados com o universo expandido irão perceber que a estória se passa antes da invasão covenant, durante a guerra civil das colônias. Isso é perceptível quando é citado que eles estão treinando para encarar os “insurgentes” ou “rebeldes”. Um fato que passa despercebido para quem não conhece a estória.
Outro resultado questionável é a tentativa de humanizar o protagonista e aproximá-lo do público. As incertezas e inseguranças do cadete quanto ao seu papel na academia ganha ares de serie dramática teen devido a um elenco de atores muito jovens e inexperientes, que não conseguem convencer como militares.
Apesar das tropeçadas acima, a qualidade da produção é muito boa e segue os passos de seus precursores, as campanhas virais iniciadas com o lançamento de HALO 3. É louvável o esforço em criar uma ambientação futurística calcada no realismo sem todo o orçamento de uma superprodução hollywoodiana.A sensação é a de que Battlestar Galactica encontrou Starship Troopers. Com a diferença que os jovens da companhia Roughneck de Paul Verhoeven, eram mais convincentes.
Alias, a influência de Battlestar Galactica não é exclusividade da websérie e pode ser percebida em todo o universo do jogo principalmente pelo fato de que ambas lidam com heróis humanizados e o drama dos humanos lutando para evitar a sua própria extinção.
A paleta de cores apagadas reflete esse tom lúgubre e solene, presente também nos virais das campanhas de ODST e Remember Reach e que caem muito bem nesse primeiro episódio todo ambientado na academia.
Ainda assim, o que eu gostaria de ver nas cenas de ação (quando elas surgirem) é a mesma câmera documental de Neil Bloomkamp, cujo trabalho em HALO 3: Landfall e Distrito 9 deixaram os fãs eternamente viúvos do que seria um filme de HALO dirigido por ele. Mas é que o próximo episódio seja um pouco mais agitado e desperte o interesse do público não familiarizado com a franquia porque, por enquanto, vale a boa e velha máxima “indicado para fãs”.
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