| Cubismo nos labirintos de "The Cat that Got the Milk" |
NOTA DO EDITOR Estive no FILE dia 17 de agosto, mas devido a problemas técnicos, a matéria só pode ser postada agora. Segue as minhas percepções sobre o festival.
Desde então, nunca mais se viu algo interessante o suficiente a ponto de convencer um gamer a sair de casa e pagar para jogar na rua. O mais perto que se chegou foi a febre das lan-houses, nos anos 2000 mas que novamente , vingou enquanto o seu público não tinha poder aquisitivo para jogar Counter Strike em casa. Mas os fliperamas eram o único local onde você poderia jogar aquele jogo, independente do seu poder aquisitivo.
Mas pela primeira vez em muitos anos, tive aquela velha sensação de quando entrava pela primeira vez em uma casa de jogos ao visitar o FILE (ou Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), que ocorreu em vários pontos de São Paulo.
Mais precisamente, o FILE GAMES que ocorreu na Galeria de Arte Ruth Cardoso, do SESI, na Av. Paulista. Além da entrada grátis, o evento disponibilizou jogos em tablets, consoles, pcs e instalações. A proposta é a interação com as obras de arte, o que pode soar sofisticado demais mas é na verdade muito mais acessível do que parece.
O "Patmap" mistura texturas e
animações que reagem a aproximação
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"Buildasound" cria sons de acordo
com a combinação de seus blocos.
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Isso me fez imaginar um novo tipo de arcade, onde os games poderiam ter o tão cobiçado status de arte e atrair desde o jogador hardcore até o mais dos casuais ao proporcionar experiências únicas, acessíveis mas impossíveis de ser reproduzidas em casa.
É claro, não seria uma casa de jogos afinal, não haveria muito o que chamar de jogos. O que temos aqui são experiências. Apesar do termo lembrar automaticamente a linearidade cinematográfica de jogos como como Call of Duty, a experiência aqui é muito mais conceitual e profunda.
Outra conclusão que se chega depois pessoas de perfis tão distintos interagindo entre sí e entre as obras é que os games precisam ser acessíveis, independente do suposto "gênero" hardcore ou casual. A diferença entre um nível de dificuldade tem que ser maior do que o fato de um inimigo morrer com 5 ou 10 golpes. É preciso pensar menos em "easy, normal e hard" e mais em "Casual, Entusiasta e Hardcore".
Fique com as imagens e vídeos das instalações interativas presentes:
Fique com as imagens e vídeos das instalações interativas presentes:
Um agradecimento em especial ao jornalista e grande amigo Jonas Carvalho, responsável pelas imagens, vídeos e sem o qual, essa matéria não seria possível.
"Rotary Tumble" - Em um disco fixo,
uma projeção gira como uma
roda de verdade ao ser empurrada
pelo usuário.
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"Termografia II modo manual" -
A câmera termográfica estimula a percepção
de poder do indivíduo
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"Stressatto: Swepping Spirals" -
uma vassoura composta por várias hastes que, em um esforço débil,
se mexe mas não consegue
varrer nada.
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Em "Transestruturas", fotos de
São Paulo são submetidas a um programa que desconstrói a imagem de forma randômica |
Nem só de instalação vive o gamer: alguns
dos indies presentes incluiam Journey,
The Bridge e o brasileiro Xilo.
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| O engraçadíssimo "Deepak fights robots" |
Luz negra e mantra acompanham o vôo
hipnótico do cubo cheio de gás hélio
em "Paradoxal Sleep".
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"Túnel" - A caminhada no corredor,
causa uma distorção visual e sonora |
"Starry Night" - o famoso quadro de
Van Gogh ganha movimento e interação
com o toque do usuário. |
Segue o link de alguns dos jogos disponíveis na exposição:
Deepak fights robots
Once upon a Space Time
The cat that got the milk
Xilo
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