quinta-feira, 2 de agosto de 2012

5 funções que gostaríamos de ver na próxima geração

Sempre que uma geração de games alcança seu pináculo evolutivo começam as especulações sobre o que a próxima geração vai trazer. Já conhecemos o Wii U e sabemos que ambas Microsoft e Sony trabalham em seus respectivos novos consoles, porém não sabemos muito mais que isso (exceto no caso da Microsoft, que deu bobeira).
Decidi então numerar e mostrar aqui no Cabine de Comando 5 funções que eu gostaria de ver na próxima geração.

 1 - Cross Platform Gameplay

Acredito que eu não seja o único cansado de não poder jogar Battlefield 3 do meu Xbox 360 com os meus amigos que jogam no PC ou no PS3. É frustrante gastar uma bela quantia de dinheiro (no caso de donos do Xbox 360, inclua aí a mensalidade da LIVE) e ter a sensação de que não se tem acesso a experiência completa. Está mais do que na hora das softhouses/publishers e fabricantes se virarem e encontrarem uma solução. 
Counter Strike: Global Offense já não trará
mais partidas entre jogadores de Steam
e PS3
Chances de Ocorrer: Já existe, mas não exatamente da forma que sempre sonhamos. Alguns títulos para celular permitem cross gameplay entre Android e IOS . Outras investidas buscaram a interação entre pc e console, como Shadowrun,  que permite que jogadores de Xbox 360 e Games for Windows se enfrentem em partidas multiplayer nesse unreal genérico. Além dele temos Portal 2 (PS3 e Steam) e Lost Planet: Colonies Ed. (Xbox 360 e PC). Alguns títulos mais recentes que prometeram a função mas acabaram por mudar de idéia no meio do desenvolvimento foram Counter Strike: Global Offense (PS3 e Steam) e Minecraft (Xbox 360 e PC/Mac) o que nos faz pensar que talvez o custo do investimento para possibilitar essa função não represente um aumento no lucro nem um retorno compensável. Ao que parece, é mais fácil correr o risco de que o jogador acabe cedendo e adquirindo o mesmo jogo novamente em uma plataforma diferente afinal, um negócio onde o consumidor paga pelo mesmo produto duas vezes é muito rentável, como veremos no 2º item abaixo.

2 - Adquirir a I.P. somente uma vez

Fala sério, em quantas plataformas
você tem esse jogo?
Você não acharia injusto se tivesse comprado um filme em blu-ray e na hora de assistir esse filme no seu aparelho Samsung descobrisse que a versão que você comprou só serve para aparelhos de blu-ray LG? E porque quando se trata de games, achamos justo pagar de novo por um jogo em uma plataforma diferente? Se você já pagou pela tal I.P. em uma plataforma, seja ela qual for, pagar de novo por ela em outra plataforma é comprar o mesmo produto duas vezes, certo? É claro que a comparação com bluray/dvd não é dos melhores exemplos pois ambos o disco e o aparelho de dvd/blu-ray trabalham com uma tecnologia universal. O caso dos games é diferente pois a cada plataforma lançada o jogo tem que ser adaptado, testado e reprogramado. Porém, o custo dessa adaptação é bem menor do que o de toda a produção do jogo. Uma solução justa seria que o jogador pagasse somente pelo custo da adaptação do jogo para essa plataforma. Ex: Ao adquirir o jogo pela segunda vez, ele poderia inserir a chave de registro que obteve quando adquiriu o jogo pela primeira vez em outra plataforma e obter o devido desconto no ato da compra.

Chances de Ocorrer: as mesmas de um macaco voar. Se o atual “mimimi” das softhouses é sobre o dinheiro que eles perdem com jogos usados, imagine o que eles diriam se soubessem que queremos pagar pelo jogo uma vez só (não é bem isso) e habilitá-lo em várias plataformas. Independente da opinião deles, as atuais especulações sobre o fim da mídia física anda deixando as lojas físicas especializadas (e colecionadores) de cabelo em pé. Um incentivo interessante ao consumo dos jogos físicos, que possuem um valor superior aos jogos digitais, seria o fornecimento da chave de registro que permitiria a função citada acima. Dessa forma, mídia física e digital ofereceriam vantagens e incentivos diferentes, sem a necessidade de hegemonia de nenhuma das duas. Enquanto não acontece, o jeito é ficar ligado nas promoções da Nuuvem e do Steam.


3 – Criação de mod e patch no console

DayZ é o exemplo mais recente de um Mod
que é mais popular que o jogo em sí.
De todos os argumentos de quem joga no pc somente um é inquestionável: a possibilidade infinita de customização de jogos que o pc permite. Muito além da tímida oferta existente nos consoles de criar mapas e muito além de patches de tradução, as possibilidades de customização no pc vão de skins, mapas e modos de jogo até patches para otimização gráfica de títulos antigos, que trazem melhorias gráficas muito maiores que a atual febre de relançamentos “HD” que nada acrescentam aos títulos antigos. Dead Island é um exemplo de um jogo cheio de bugs, mas que cativou a comunidade gamer do pc ao ponto de criarem patches de atualização que otimizam os gráficos e corrigem bugs do jogo. Existe também casos onde o mod se tornou oficial e mais popular que o próprio jogo, como Counter Strike, DOTA e Team Fortress, só pra citar alguns.

Chances de Ocorrer: Poucas. Obviamente, tudo isso é possível no PC porque ele não é somente uma plataforma de videogame, mas o lugar onde os games são feitos. No caso dos consoles é possível mas todas as soluções que permitem aos jogadores criarem e disponibilizarem seus mods e patches envolvem custos que as softhouses e fabricantes não estão exatamente interessadas em arcar. Seria necessário a criação de um serviço de comunicação entre a LIVE/PSN e os servidores das softhouses além da avaliação e aprovação do conteúdo criado, o que já tira a liberdade de customização existente na comunidade gamer do PC. Provavelmente a solução seria cobrar uma assinatura do usuário que no final das contas acabaria por questionar se não é simplismente mais prático obter a versão do jogo para pc.


4 – Menos propaganda, mais conteúdo gratuíto

Esse é o rosto atual da LIVE
Essa diz respeito ao atual problema da LIVE, mas pode ocorrer futuramente com outras redes. Todo dia vemos surgir novos modelos de negócio que oferecem produtos gratuitos aos seus usuários. Que a LIVE possibilita uma conexão mais segura e estável é fato, mas a quantidade absurda de propagandas que assolou a rede nos últimos dois anos é mais do que suficiente para bancar a rede por si só. Não bastasse o fato de todo o conteúdo relacionado a games ter sido deixado em segundo plano em favor de propagandas e aplicativos, a rede também é a que menos oferece descontos e promoções quando comparada com a PSN e o Steam. Com esse desfile de propagandas, é revoltante que você tenha ainda que pagar a assinatura e não receba nem mesmo um “tema” gratuitamente, que nada mais é que um papel de parede pretensioso.

Chances de Ocorrer: O futuro é sombrio para usuários da LIVE. Depois de enterrar a sua loja de Indie Games, entupir o console de aplicativos e jogar os games para escanteio em favor de propagandas, fica difícil ver um caminho de volta para a plataforma da Microsoft. As propagandas da LIVE se tornaram um modelo de comércio muito rentável para a Microsoft abandonar, como mostra a matéria de Ben Kuchera no Penny Arcade Report. Uma pena que uma rede que já serviu pra muito gamer contar vantagem devido a qualidade superior de seus serviços, hoje seja motivo de vergonha. Mas torcemos para que outras fabricantes não sejam contaminadas pela mesma doença.


5 – Também gostamos do making-off de games


Porque o making-of, trailers e bastidores da produção estão disponíveis somente em edições especiais? Até mesmo o mais fuleiro dos dvds de filme traz um extra, nem que seja um featurette ou um trailer do filme. Está mais do que na hora das softhouses disponibilizarem esse conteúdo a todos que adquirirem o jogo e não somente a quem adquirir a edição especial do jogo. Os desenvolvedores só tem a ganhar pois isso ajuda a divulgar sua imagem, dá uma cara ao seu trabalho e ajuda a popularizá-los. No caso do Xbox 360 é compreensível que esse conteúdo seja deixado de fora devido a limitação da mídia. Mas no caso do PS3 não tem desculpas. E mesmo no caso do Xbox 360 esse conteúdo pode ser disponibilizado via download pela LIVE.

Chances de ocorrer: Altas afinal, ninguém compra edição especial de jogos exclusivamente pelo making-of. Muitos jogos como Halo3, Gears of War e Dead Space já tem seus vídeos de produção disponibilizados gratuitamente. Além disso, o custo da produção de um vídeo de making-of de um jogo não é tão mais alta que a de um videolog.

6 -DRM

Na verdade isso é algo que NINGUÉM quer ver mais. É sério, ninguém gosta de crackear o próprio jogo original para jogar offline. Parem com isso, por favor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário